Vício Inerente: O álbum mais sensual da Marina Sena ever and never.

    Vício Inerente é o segundo álbum de estúdio da Marina Sena, ele é um álbum bastante rico em sonoridade, pois ele explora a mistura dos gêneros musicais Pop, Experimental, Trap, Pagotrap, RAP, Reggaeton, Drill, Hip Hop, Funk, R&B, Trip Hop, Soul e MPB. Além de se mostrar uma grande evolução musical notável na carreira da Marina Sena (tanto em musicalidade quanto em alcance, streaming, vendas, etc). Claro, que ela ainda tem muito a oferecer, pois é apenas seu segundo álbum em carreira solo, mas já impressionava um grande público sendo vocalista da banda mineira Rosa Neon.



    Demorei um tempo para avaliar o álbum dela, porque "nunca tive tempo" para escutar lançamentos, sempre fico muito no meu mundinho de músicas que já foram lançadas há mais tempo e eu preciso de um período extenso para obter informações sobre um trabalho novo (se é bom ou não é) ou apenas escutar o álbum inteiro mesmo. E juro que tive que me endurecer bastante com esse trabalho, porque eu amo muito a Marina Sena, mas pra falar realmente de som, preciso esquecer esse meu lado fã e falar realmente o que está sendo transmitido invés de apenas curtir.
    O som do Vício Inerente é um som bem Pop, que ao mesmo tempo traz diversos outros elementos musicais. Ele tem instrumentais hipnotizantes, vocais lindos, beats muito bons. Mas meu único problema com este álbum foi os samples de uma era Pop entre a época de 2016 a 2018, que pra mim empobrece um pouco a sonoridade das músicas. Talvez por ser algo que com o passar do tempo, saturou-se e tornou as músicas um tanto quanto genéricas. Porque em qualquer software de música você consegue criar algo genérico estilo Pop 2016-2018, através desses samples, loops, etc. Ou talvez é só uma opinião própria minha, que futuramente vou pagar com a língua por se tratar de uma tendência musical, assim como vários outros elementos vão e voltam (um exemplo disso são leads e sintetizadores que fizeram bastante sucesso entre o final da década de 70 até o início dos anos 90, e que voltaram com força no Pop Internacional, um exemplo disso é Houdini de Dua Lipa e Dawn FM do The Weeknd.
   O álbum segue uma estrutura padrão de sonoridade, claro, ao mesmo tempo que impressiona, deixando ele bem gostosinho de escutar, sem ser algo escroto preso no ritmo. 
    Enfim, aqui abaixo vou estar avaliando faixa a faixa e descrevendo tudo que se passou na minha cabeça escutando o Vício Inerente da Marina Sena:


  • Dano Sarrada 3,5/5
    O álbum já se inicia com um ótima introdução, com beats muito bons, envolvente, sensual, traz aquela energia bem Marina Sena, sabe? O instrumental é hipnotizante, mas ao mesmo tempo perde um pouco a qualidade inicial no refrão. Salvando apenas a mistura de elementos da EDM e Funk que construíram uma boa estética sonora. O que me deixou um pouco incomodado na música foi uma grande utilização daqueles samples ultrapassado da fase pop (2016-2018).

  • Olho no Gato 5/5
    A segunda faixa do álbum já apresenta um instrumental mais bonito. E eu amo como a voz da Marina fica atraente nessa musica, ela parece uma deusa da sensualidade, algo único dela. As pausas entre refrão e estrofes são como brisas, um respiro sensual, é uma grande viagem na música. E me impressionou bastante por ter sido algo muito bem estruturado e equilibrado.

  • Tudo Pra Amar Você 3/5
    Do meu gosto pessoal, eu amo muito essa música (inclusive Dano Sarrada). Porém, sonoramente falando, ela apresenta muito aqueles pequenos problemas de parecer um pouco genérico. Falo daqueles malditos samples de fase pop (2016-2018) faz perder um pouco da qualidade da música nos meus ouvidos.

  • Tudo Seu 5/5
    Na quarta faixa do álbum Marina Sena entra fazendo bonito. Sonoramente, de estrofe ao refrão, ela dá o seu nome. De composição a produção musical, essa música traz a qualidade que eu estava esperando para esse álbum.

  • Mande um Sinal 4/5
    Essa faixa é aquela música de respiro após as músicas mais agitadas. Um pianinho calmo que foi me conquistando até meter aqueles samples de fase pop (2016-2018) que eu tanto implico com esse álbum, mas dessa vez ela utiliza pouco deles, não estragando totalmente com a música. Essa música tem mais voz em destaque, que além de estar muito linda, é único da Marina, que é aquela voz um pouco nasalada que eu amo escutar. Apesar dos samples, a música não deixa de ser boa.

  • Me Ganhar 4,5/5
    Voltando do respiro, ela ressurge mais sensual do que nunca. Trazendo o pop eletrônico sensual, batidas de reggaeton e sem os samples que eu implico. Tem influência latina. Finalizando a música com vocais abafados com efeitos e solo de trompetes. 

  • Que Tal 5/5
    O fundo me lembrou um pouco Bedtime Story da Madonna. Os beats são fodas, bem estruturado e pensados para a música. Os vocais em dupla com o Fleezus ficaram muito foda. 

  • Meu Paraíso Sou Eu 5/5
    Essa faixa é uma outra música de respiro. Dessa vez os vocais estão mais em destaque, trazendo um ar de sensualidade de uma sereia (falando sensualidade diversas vezes, mas esse álbum é o mais sensual da Marina Sena ever and never). O violoncelo imitando o som de uma baleia me conquistou, mostrando que a Marina seria fiel à sonoridade e aos visuais (que no caso é algo futurístico, sensual e elementos que remetem o mar e seu misticismo, como a sereia).

  • Partiu Capoeira 4/5
    Trazendo sonoramente as influências latinas, afro-brasileiras, etc. Essa música é boa, porém parece ser aquelas músicas feitas para dar certo em rádios. Me lembra um pouquinho uma sonoridade de músicas da Iza. Comparada as outras músicas do álbum, ela não se destaca tanto, ao mesmo tempo que ela não é ruim. Como a própria Marina Sena falou em uma entrevista, "Não faço música ruim", realmente posso comprovar, que nesse álbum, até as músicas que parecem soar preguiçosas não tem defeitos, apenas parece soam preguiçosas. Talvez o que soa preguiçoso seja a letra, que me parece um pouco simples comparada as outras músicas. De produção, ela é ok.

  • Mais de Mil 5/5
    Misturando o Funk, o Trap, o Pop e alguns elementos da música latina, mostra o que ela é o próprio vício inerente. Um instrumental muito bem feito, o funk utilizado de uma forma não genérica é o que dá um toque especial para a música. 

  • Sonho Bom 3,5/5
    Tive alguns problemas pessoais com essa música, ao mesmo tempo que ela é bem produzida, eu tive um pouco de preguiça para ouvi-la. Não que seja ruim, mas ela soa como músicas da Luísa Sonza. Acrescentando mais 10 palavrões e frases com conotações sexuais explícitas, viraria fácil uma faixa de Escândalo Íntimo ou DOCE 22.

  • Pra Ficar Comigo 5/5
    A última faixa de Vício Inerente, é a mais experimental do álbum, sonoramente falando, trazendo uma bateria foda e sons de fundo (pads e sintetizadores) muito gostosinhos de se escutar. Junto à aqueles vocais abafados com efeitos que ecoam na música, que atraem como a voz de uma sereia, dando aquele charme sensual e bonito na música. É um som lindo, magnífico e um encerramento que te faz contemplar toda a beleza sonora do álbum. 

Nota Final:



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